Oleksander Turchynov foi eleito o novo presidente interino da Ucrânia, depois de Ianukovich ter sido afastado do poder no passado sábado. Uma das suas primeiras decisões enquanto presidente foi a criação de um governo de coligação, que terá de ser formado até à próxima terça-feira.

«Quero fazer da Ucrânia um país europeu moderno», disse.

Turchynov é um confidente da antiga primeira-ministra Tymoshenko, libertada no sábado, após três anos de prisão por alegado abuso de poder. A líder da oposição confessa que não queria ser nomeada para a posição, apesar de ter sido considerada um dos três possíveis candidatos ao posto. No entanto, Tymoshenko deixa em aberto uma possível candidatura às eleições presidenciais, a realizarem-se a 25 de maio.

O paradeiro do antigo presidente permanece desconhecido. Sabe-se apenas que terá viajado até Kharkiv, no leste do país, na noite de sexta-feira, e tentado apanhar um avião particular para a Rússia.

Nas reuniões parlamentares ficou decidida a retirada da língua oficial russa, uma lei imposta pelo governo de Ianukovich.

Para já a prioridade do parlamento russo é desmantelar a estrutura do governo anterior. Leonid Kozhara, ministro dos Negócios Estrangeiros, e Dmitry Tabachnik, ministro da Educação, foram os primeiros obrigados a abandonar os cargos. O primeiro defendia a suspensão do acordo entre a Ucrânia e a União Europeia (uma das decisões de Ianukovich que causou os primeiros protestos), e o segundo por deturpar a História da Ucrânia nas aulas, a favor da Rússia.

Foram detidos o ministro dos Assuntos Fiscais, Oleksander Klimenkoe, e o seu Procurador-geral, Viktor Pshonka, pelo envolvimento na detenção de Tymoshenko em 2011.

Depois de uma semana de grandes e violentos protestos, o ambiente do centro de Kiev aparenta agora estar mais calmo, apesar de ainda se encontrarem milhares de manifestantes na Praça da Independência.