A tensão militar na península da Crimeia, no sul da Ucrânia, não tem parado de crescer. Depois de o parlamento de Moscovo ter aprovado o reforço militar das forças russas na região autónoma ucraniana da Crimeia, onde o Kremlin possui uma base naval, o novo Governo de Kiev colocou as próprias forças militares de prevenção e garantiu que a Ucrânia está pronta para se defender de uma eventual invasão russa.

Entre as últimas notícias oriundas da Crimeia, foram ouvidos tiros, esta terça-feira de manhã, junto à base aérea de Belbeck, próximo de Sevastopol. A base está sob domínio russo. As agências internacionais dão conta de tropas ucranianas e russas frente a frente. Momentos antes do encontro entre as forças militares, tropas russas terão disparado para o ar para tentar evitar a progressão de cerca de 300 militares ucranianos.

Entretanto, no leste da Ucrânia há relatos de reforço da presença russa junto à fronteira.

Ao mesmo tempo, há movimentações navais no Mar Negro. De acordo com a Euronews, pelo menos 10 barcos ucranianos estão em movimento ao largo da península da Crimeia, próximo da cidade costeira de Sevastopol, no sudoeste da famosa região turística onde o idioma russo é o mais falado.

Os cidadãos da Crimeia estão divididos entre apoiantes e opositores ao novo Governo ucraniano formado em Kiev, mas são cada vez mais as pessoas que surgem em manifestações pró-Rússia em Simferopol, refere a Eueonews. Os militares ucranianos estacionados na península garantem que não se vão render e prometem não disparar o primeiro tiro. A Ucrânia esta determinada em não dar início a uma nova guerra.

De acordo com o «Wall Street Journal», John Kerry, secretário de Estado dos Estados Unidos está esta terça-feira de manhã a caminho de Kiev. O mesmo jornal noticia que Washington mandou suspender as negociações comerciais com a Rússia.

Para esta terça-feira está também agendada uma reunião de urgência da NATO.