[Notícia atualizada às 08:54]

Parte do teto do teatro «Apollo», no centro de Londres, caiu durante uma peça e fez dezenas de feridos. As autoridades britânicas reviram em baixa o número de vítimas do desabamento do teto do teatro Apollo, em Londres, na quinta-feira à noite, para 76 feridos, entre os quais sete graves. Um balanço anterior dava conta de 88 feridos.

Uma testemunha no local disse à BBC que ouviu um «som» de algo a partir por volta das 20:15, enquanto outra afirmou ter visto parte do teto cair sobre a audiência sentada nas bancadas.

Outras testemunhas contaram que viram pessoas a sair do teatro cobertas de pó, algumas a chorar.

As autoridades chegaram pouco tempo depois, já verificaram os escombros para garantir que não existiam mais vítimas e já selaram o teatro.

Este é um dos teatros mais emblemáticos de Londres. Foi construído em 1901 e tinha capacidade para 775 pessoas distribuídas por quatro andares. No momento do colapso estavam cerca de 720 pessoas na sala.

Amy Lecoz, que estava no teatro com os dois filhos, disse que «toda a cúpula caiu sobre a audiência» mesmo à sua frente. «Estávamos protegidos por uma varanda e começámos a correr. As pessoas começaram a gritar», contou.

«Pensávamos que era água. Pensámos que era tudo parte do espetáculo. Eu agarrei os meus filhos e corremos», continuou.

Outro membro da audiência disse que tudo ficou «subitamente escuro, com nuvens de pó por todo o lado». A testemunha confirmou que a polícia e os serviços de emergência não tardaram e chegaram ao local poucos minutos depois.

«A cerca de metade da primeira parte do espetáculo, começaram a ouvir vários 'estalos'. Pensámos que fazia parte daquela cena, mas depois vieram os barulhos mais fortes e parte do teto caiu», descreveu.

«Havia pó por todo o lado, toda a gente estava coberta de pó. Saímos rápido, acho que toda a gente entrou em pânico», continuou.

O dono do teatro «Apollo» descreveu o acidente como «chocante e desconfortante» e afirmou que uma investigação para apurar o que aconteceu já está em curso.

A maior parte dos feridos recebeu tratamento no local, de onde conseguiu sair pelo seu próprio pé, segundo o serviço de emergência local.