A tempestade que se abate sobre os Estados Unidos causou pelo menos 15 mortes. De acordo com as previsões, os termómetros poderão descer para mínimos históricos, abaixo dos 20 graus negativos, nos próximos dias.

A neve, com o registo de 60 centímetros em algumas zonas, e os fortes ventos obrigaram, pelo segundo dia consecutivo, ao cancelamento de mais de três mil voos, provocando atrasos em outros sete mil. A neve determinou também restrições na rede de transportes terrestres e escolas e edifícios governamentais foram encerrados em 22 estados, noticia a agência Lusa.

Na sequência da severa tempestade, a primeira do ano e denominada de «Hércules», pelo menos 15 pessoas morreram, na sexta-feira, nos Estados Unidos, onde se registaram inúmeros acidentes de viação e internamentos por hipotermia.

Milhares de norte-americanos ficaram também sem luz em casa e nos postos de trabalho.

Além disso, as temperaturas glaciais provocaram a rutura de canos, o que gerou inundações que forçaram a evacuação de lojas, teatros e hospitais de algumas zonas de Boston.

Depois de a neve ter parado de cair, o frio representa o maior perigo para os próximos dias. As autoridades norte-americanas têm concentrado esforços nas advertências dirigidas à população para que se proteja perante a previsão de a temperatura poder cair para o mínimo histórico de 20 graus negativos.

Cheias afetam tráfego marítimo, ferroviário e rodoviário na Grã-Bretanha

Do outro lado do oceano Atlântico, nas ilhas britânicas, há menos frio, mas muito mais água. A Grã-Bretanha está a braços com fortes cheias. A subida das águas atinge com mais intensidade as zonas costeiras, devido a marés muito elevadas.

A intempérie está a causa muitos problemas no tráfego marítimo, ferroviário e rodoviário.

Os alertas de cheias estendem-se desde a Escócia ao Sul de Inglaterra.