Notícia atualizada às 08:15

Uma mulher de nacionalidade portuguesa ficou ferida sem gravidade na sequência da colisão registada na segunda-feira entre dois comboios regionais na Suíça, continuando internada num hospital, disse à Lusa o secretário de Estado das Comunidades.A portuguesa é um dos 35 feridos do acidente que provocou uma vítima mortal, o maquinista de um dos comboios, que inicialmente foi dado como desaparecido.

José Cesário confirmou que «há uma portuguesa» entre os feridos da colisão ocorrida às 19:00 locais (18:00 em Lisboa), em Granges-près-Marnand, na Suíça francesa, entre um comboio que circulava em direção a Lausanne e outro proveniente da mesma cidade.

Desconhecendo se a ferida portuguesa terá também nacionalidade suíça, o secretário de Estado das Comunidades adiantou que «os ferimentos não são graves», mas que a mulher «está internada num hospital da região».

Contactado pela Lusa, Manuel Beja, conselheiro das Comunidades na Suíça, realçou que os comboios que colidiram transportavam sobretudo trabalhadores, entre os quais portugueses que vivem na região, e que o acidente ocorreu «ao fim do dia de trabalho».

O maquinista de um dos dois comboios que colidiram na segunda-feira na Suíça foi encontrado morto esta madrugada entre os destroços do acidente, informou a polícia do cantão de Vaud.

As autoridades locais ordenaram a realização de uma autópsia ao corpo.

As frentes das duas locomotivas ficaram desfeitas com a violência do choque e parcialmente encastradas uma na outra. A colisão deu-se na linha que liga as cidades de Payerne e Palézieux. O outro maquinista está vivo e foi assistido pelos meios no local.

De acordo com o último balanço divulgado pela polícia do cantão de Vaud, a colisão frontal entre as duas composições provocou 35 feridos, cinco deles em estado grave. Inicialmente tinha sido avançados por um porta-voz da polícia cantonal 44 feridos, dos quais quatro em estado grave.

O tráfego ferroviário foi interrompido no troço da linha que faz a ligação entre as cidades de Palézieux e Payerne.

Polícia, bombeiros e ambulâncias foram enviados para o local, mas as causas do acidente continuam por apurar.

O desastre de hoje surge depois de terem acontecido três graves acidentes de transportes na Europa durante o mês de julho: o descarrilamento de um comboio francês em Brétigny, perto de Paris, a 12 de julho (sete mortos); o descarrilamento de um comboio espanhol perto de Santiago de Compostela, a 24 de julho (79 mortos) e um despiste de um autocarro italiano no dominho, perto de Nápoles (38 mortos).