O exército norte-americano está pronto para atacar a Síria de imediato, basta Barack Obama dar o sim, revelou o secretário da Defesa, Chuck Hagel, em entrevista à «BBC», esta terça-feira.

«Nós mudámos ativos de lugar para serem capazes de cumprir com qualquer opção que o presidente tomar», afirmou Hagel durante uma viagem a Brunei.

Questionados sobre se os militares estão prontos para responder «num instante», Hagel confirmou: «Estamos prontos para ir, a qualquer momento».

As movimentações fazem-se sentir entre os países ocidentais. Da conversa telefónica de Barack Obama com o chefe de Governo canadiano esta terça-feira, à interrupção das férias do parlamento britânico por David Cameron. O primeiro-ministro britânico já veio, no entanto, dizer que «não está tomada nenhuma decisão» sobre um ataque à síria, cita a Reuters.

Reforçando a mensagem, o vice-primeiro-ministro britânico, Nick Clegg disse que o Reino Unido está a ponderar uma «resposta séria» ao uso de armas químicas na Síria, mas «não procura derrubar» o regime de Bashar al-Assad.

A Casa Branca fez saber que da conversa entre os altos responsáveis políticos americano e canadiano saiu a conclusão de que «o uso de armas químicas merece uma resposta da comunidade internacional», mas a administração norte-americana também revela que tem várias opções de resposta em carteira que não passam pelo uso da força e de que qualquer intervenção em território sírio não implica uma mudança de regime, cita a Reuters.

O relatório dos serviços de inteligência americanos ao ataque com armas químicas na Síria deve ser conhecido esta semana, segundo a mesma agência.

Também o presidente francês, François Hollande, se manifestou esta terça-feira a propósito da situação na Síria. Hollande revelou que «a França está pronta para punir aqueles que decidiram atirar o gás contra inocentes».

Já o ministro dos Negócios Estrangeiros sírio, Walid Mouallem, afirmou hoje que, em caso de ataque militar ocidental, o país se vai defender, com meios de defesa que vão surpreender o mundo.

«Temos duas opções: a rendição, ou a defesa, com os meios de que dispomos. A segunda alternativa é a melhor», declarou, numa conferência de imprensa em Damasco.

«Atacar a Síria não é um assunto menor. Temos meios de defesa que vão surpreender», acrescentou.

No entanto, alertou um ataque ocidental não irá afetar a campanha militar do Governo contra os rebeldes.

«Se pensam impedir assim a vitória das nossas forças armadas, enganam-se», disse, numa conferência de imprensa em Damasco.

Mouallem desafiou a comunidade internacional a apresentar provas de que o regime de Bashar al-Assad usou armas químicas no ataque, nos arredores de Damasco, a 21 de agosto.

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