O Reino Unido vai apresentar, esta quarta-feira, ao Conselho de Segurança da ONU uma resolução de «condenação do ataque químico» ocorrido no passado dia 21 na Síria e «autorizando as medidas necessárias para proteger os civis», anunciou o primeiro-ministro britânico.

«Sempre dissemos que queríamos que o Conselho de Segurança da ONU esteja à altura das suas responsabilidades. Hoje, temos a oportunidade para o fazer. O Reino Unido redigiu uma resolução condenando o ataque com armas químicas por [Presidente sírio, Bahsar] Assad e autorizando as medidas necessárias para proteger os civis», escreveu David Cameron na sua conta no Twitter.

Cameron acrescenta que o texto será apresentado ainda hoje ao Conselho de Segurança.

França discute Síria dia 4 de setembro

O parlamento francês vai reunir-se em sessão extraordinária, na próxima quarta-feira, para debater a situação na Síria, anunciou hoje o ministro para os Assuntos Parlamentares, Alain Vidalies.

Este anúncio surge quando a França e aliados estão a considerar uma intervenção militar contra o regime do Presidente sírio, Bashar al-Assad, acusado de ter usado armas químicas num ataque, a 21 de agosto, nos arredores de Damasco.

«Vamos convocar uma sessão extraordinária do parlamento para um debate sobre a situação na Síria, na próxima quarta-feira [04 de setembro] à tarde», declarou o ministro à cadeia i-télé, citada pela agência noticiosa francesa AFP.

A porta-voz do executivo francês, Najat Vallaud-Belkacem, também já tinha confirmado a sessão. «O presidente decidiu convocar o parlamento para a próxima quarta-feira», afirmou. Francois Hollande tinha garantido que os deputados seriam informados, o mais brevemente possível, de todas as decisões tomadas em relação à Síria.

Rússia responde a Londres

Entretanto, após o anúncio de Londres, a Rússia veio defender que o Conselho de Segurança da ONU deve esperar pelo relatório dos inspetores sobre a síria, antes de tomar decisão e votar resoluções.

A ideia de que ainda «é cedo», foi defendida pelo vice-Ministro dos Negócios estrangeiros russo, Vladimir Titov, que se opõe à proposta de David Cameron.