Um sargento dos Estados Unidos, refém dos talibã há quase cinco anos no Afeganistão, foi libertado, em troca de cinco detidos de Guantánamo, após meses de negociações indiretas mediadas pelo Qatar.

Bowe Bergdahl tinha sido capturado no final de junho de 2009, e era o último dos militares dos EUA feitos prisioneiros de guerra nos conflitos do Iraque e do Afeganistão. Ao longo do tempo, os talibã divulgaram diversos vídeos provando que estava vivo. As informações divulgadas indicam que está bem de saúde e que andava pelo próprio pé quando os militares norte-americanos o recolheram, explica o «New York Times».

A notícia da libertação de Bowe Bergdahl, de 28 anos, foi confirmada este sábado pelo próprio Presidente dos EUA, Barack Obama. «Hoje o povo americano está contente por poder em breve ter de volta a casa o sargento o Bowe Bergdahl, que esteve cativo durante quase cinco anos», informou o Presidente num comunicado em que agradece ao emir do Qatar a colaboração, bem como a do Governo afegão.

Minutos mais tarde, o secretário americano da Defesa, Chuck Hagel, anunciou a libertação de cinco prisioneiros de Guantánamo, embora não tenha estabelecido uma relação direta entre os dois casos.

Barack Obama prometeu na terça-feira manter no Afeganistão 9800 soldados depois de 2014, desde que o próximo Presidente afegão assine o tratado bilateral de segurança entre os dois países. Atualmente há 32 mil militares norte-americanos no país.

Este sábado, pelo menos 14 civis, entre as quais sete mulheres, foram mortas no Leste do Afeganistão, na explosão de uma bomba artesanal, à passagem de veículos. As vítimas regressavam de um casamento na província de Ghazni. O atentado não foi reivindicado. Um ataque aéreo de forças paquistanesas contra talibãs, no âmbito de uma ofensiva lançada a 22 de Maio, matou também quatro civis.