Um protesto na terça-feira em São Paulo de membros do Movimento de Trabalhadores Sem Teto (MTST) redundou em confrontos com a polícia, destruição de mobiliário público e contentores incendiados.

Os confrontos levaram ao encerramento temporário de importantes vias de comunicação da maior cidade brasileira.

Mais de três mil pessoas, na sua maioria pertencentes ao MTST, concentraram-se em frente ao Conselho Municipal de São Paulo para exigir a aprovação do novo plano diretor da cidade, que prevê a criação de áreas para a construção de habitação popular.

Apesar de a manifestação ter começado de forma pacífica, os protestos intensificaram-se depois de a presidente do Conselho ter decidido adiar a votação para a madrugada de quarta-feira, alegando a falta de relatórios de cinco comissões.

Depois da decisão, várias pessoas incendiaram contentores com produtos químicos e lançaram caixotes do lixo para as ruas e pedras para o edifício do conselho, que se situa no centro da cidade.

Durante o protesto, também se registaram vários confrontos entre a Polícia Militar e alguns grupos.

Perante a situação, as autoridades decidiram encerrar a vias de acesso à Câmara Municipal, onde os conselheiros tinham previsto votar, esta madrugada, o plano diretor estratégico da cidade de São Paulo, que vai definir as orientações para o crescimento da cidade nos próximos 16 anos.

A aprovação do plano é exigida há meses pelo MTST, uma vez que prevê a ampliação da reserva de áreas para a designada habitação de interesse social e de mercado popular.