A Rússia foi excluída da cimeira do G8, que iria acolher em junho, em Sochi. Esta segunda-feira, em Haia, líderes mundiais decidiram retomar G7.

A lidar com a maior crise na relação com a Rússia desde a guerra fria, o ocidente até agora avançou essencialmente com sanções relativamente simbólicas contra membros da elite governamental e empresarial russa. Alguns países europeus receiam um ataque mais forte à economia russa, como ameaça Barack Obama.

Em Haia, na Holanda, para participar na cimeira de segurança nuclear, o presidente norte-americano juntou-se aos outros países do G7 para falar do que fazer com a Rússia. Uma coisa é certa: para já, Moscovo não pode sentar-se à mesa dos mais ricos.

Em vez do G8, os ocidentais vão fazer apenas uma cimeira do G7, em Bruxelas. Mas o chefe da diplomacia de Moscovo, Sergei Lavrov, já veio dizer que não há problema.

Lavrov encontrou-se em Haia com o homólogo americano e John kerry transmitiu-lhe a sua forte preocupação com o acumular de tropas russas na fronteira oriental com a Ucrânia.

O governo ucraniano diz que se tratam de 100 mil homens prontos a invadir, apesar das promessas em contrário de Vladimir Putin.

Esta segunda-feira, em Feodosia, as forças russas tomaram uma das últimas bases militares ucranianas na península.

Rendendo-se à evidência do enorme desequilíbrio militar, o governo provisório em Kiev ordenou a retirada total da Crimeia.