A rota do avião da Malaysia Airlines desaparecido desde 8 de março pode ter sido alterada através do seu sistema informático e não manualmente, como até agora se apontava, disseram fontes norte-americanas ao The New York Times.

O sistema informático de controlo de voo dirige o avião de um ponto para outro seguindo os dados introduzidos antes da descolagem, ainda que neste caso não seja claro o momento da reprogramação da rota - se antes ou depois de o aparelho iniciar viagem, explicaram as fontes.

O facto de a rota poder ter sido alterada através do sistema informático reforça a hipótese de que o desaparecimento do avião se deve a um ato deliberado e coloca as atenções sobre os pilotos do aparelho, na opinião dos investigadores consultados pelo jornal norte-americano.

As fontes do New York Times consideram improvável que um dos passageiros fosse capaz de mudar a rota através do sistema informático, por se tratar de uma operação de grande complexidade, e apontam como mais plausível a intervenção de um dos pilotos ou tripulantes do aparelho.

Já a China adianta, nesta terça-feira, que nenhum dos passageiros chineses do desaparecido voo MH370 da Malaysia Airlines possa estar envolvido no desvio do avião.

Uma investigação feita pela China a todos os passageiros chineses daquele voo não detetou qualquer indício que possa apoiar essa suspeita, disse a agência noticiosa Xinhua, citando o embaixador chinês em Kuala Lumpur, Huang Huikang.

O voo MH370 descolou de Kuala Lumpur a 8 de março às 00:41 (16:41 de sexta-feira em Lisboa) e tinha aterragem prevista em Pequim às 06:30 (22:30 de sexta-feira em Lisboa).

O Boeing 777 levava combustível suficiente para 7,5 horas de voo e transportava 227 passageiros e uma tripulação de 12 pessoas.