Em contagem decrescente para o mundial de futebol do Brasil, grupos rivais traficantes de droga envolveram-se num tiroteio na favela da Rocinha, na zona sul do Rio de Janeiro. A troca de tiros durou mais de oito horas. Este incidente é já considerado o pior desde a instalação das unidades de polícia pacificadora.

Os tiros começaram na madrugada de domingo e só oito horas mais tarde foi declarado o cessar-fogo. Tudo aconteceu na sequência de confrontos entre grupos rivais do narcotráfico e a violência estendeu-se rapidamente às ruas da comunidade.

Os disparos atingiram a rede elétrica e houve falhas de luz, danificaram cabos de energia e transformadores. Quando a população foi autorizada a voltar à rua, já de manhã, a luz elétrica ainda não tinha sido restabelecida.

Testemunhas relatam uma madrugada de pavor. Garantem que a favela está longe de estar pacificada. Além dos supostos rivais, os atiradores dispararam também contra a polícia instalada na favela há menos de dois anos. Os tiros foram disparados contra viaturas e contra as quatro bases policiais.

Dois polícias, incluindo o comandante da UPP da rocinha, ficaram feridos e vários agentes foram encurralados. Há ainda registo de pelo menos um morto entre os atiradores. O trânsito que liga o bairro de São Conrado à Gávea, foi fechado nos dois sentidos chegou a estar cortado por causa de barricadas feitas com pneus a arder. Só de manhã é que a circulação foi retomada.