Chama-se Taranis, como o deus celta do trovão, e é descrita como «a mais avançada aeronave» britânica. Trata-se de um avião não tripulado furtivo, altamente secreto, capaz de lançar ataques de precisão em território inimigo e realizar operações de vigilância e espionagem.

No último verão, o aparelho foi sujeito a vários testes, sobre o deserto australiano. Longe dos olhares, mas não das câmaras do Ministério da Defesa britânico.

O projeto já era conhecido desde julho de 2010. Contudo, só agora foram divulgadas as primeiras imagens do avião no ar. Mesmo assim, vários dados permanecem nas sombras do secretismo militar.

Sabe-se que tem o tamanho de um pequeno caça, é capaz de escapar aos radares, está equipado com as últimas tecnologias de voo e é rápido. Muito rápido. Porque foi isso que disse o piloto de testes responsável por manobrá-lo, quando questionado sobre o assunto pela BBC.

«Não tenho a certeza se tenho autorização para lhes dizer isso, mas basicamente é duas vezes mais rápido do que qualquer outra coisa que tenhamos pilotado antes», explicou Bob Fraser.

O projeto está a cargo da BAE Systems, mas é o resultado de mais um milhão e meio de horas de trabalho por parte e cientistas e engenheiros de 250 empresas britânicas.

Os custos do projeto, pelo menos os conhecidos, ultrapassam os 220 milhões de euros.