[Notícia atualizada às 16:11]

O magnata do petróleo Mikhail Khodorkovsky foi libertado de um campo de prisioneiros, na Rússia, depois de receber um perdão do Presidente Vladimir Putin.

«Guiado pelos princípios humanitários, declaro que Mikhail Borisovich Khodorkovsky (¿) deve ser perdoado e libertado de todos os castigos em forma de prisão. Esta ordem entra em vigor na data da sua assinatura», lê-se num documento publicado pelo governo Russo, a que a agência Interfax teve acesso.

O homem de 50 anos foi preso em 2003 e condenado em dois julgamentos pelos crimes de fraude e desfalque. O anúncio da sua libertação foi feito pelo próprio presidente russo, quinta-feira, durante a conferência de imprensa de final de ano.

Mikhail Khodorkovsky, tal como as manifestantes da banda «Pussy Riot», era considerado um preso político, e a sua libertação era há muito vista como obrigatória por organizações dos direitos humanos.

O magnata, que já foi o homem mais rico da Rússia, tinha afirmado que não pediria um perdão pelos seus crimes, pois isso seria admitir culpa. Segundo a Sky News, especula-se que uma última reunião com os serviços secretos russos, que o avisaram do mau estado de saúde da sua mãe, tenha mudado a sua opinião. Porém, segundo confirmou a Reuters com o próprio Mikhail, o pedido de libertação não envolveu qualquer admissão de culpa.

Neste momento, Mikhail Khodorkovsky já se encontra na Alemanha, país onde a sua mãe está a ser tratada, e onde já lhe foi concedido uma autorização de circulação livre por todo o espaço Schengen.

Analistas políticos e económicos dizem que este anúncio é uma tentativa da Rússia melhorar a sua imagem internacionalmente no que toca aos direitos humanos, tendo em conta a realização dos Jogos Olímpicos de Inverno no próximo ano.

Um novo documento do governo também pretende libertar o grupo de manifestantes da Greenpeace, presos perto de uma plataforma de petróleo no Ártico em setembro, e duas jovens da banda «Pussy Riot», detidas há dois anos numa catedral em Moscovo.