Nelson Mandela deve estar a «sorrir» ao ver a cerimónia de homenagem que está a decorrer no estádio Soccer City, em Joanesburgo, disse o porta-voz da família do líder histórico sul-africano.

No recinto da Cidade do Futebol «há gente forte, gente frágil, ricos e pobres, há poderosos e anónimos», afirmou o general Thanduxolo Mandela.

«Todos partilhamos o mesmo: honrar os heróis da luta contra o apartheid e o primeiro presidente negro da África do Sul», que morreu na quinta-feira aos 95 anos de idade, acrescentou o porta-voz.

«Tenho a certeza de que Mandela deve estar a sorrir lá no alto», afirmou o general. «Esta demonstração de unidade universal reflete exatamente as causas pelas quais Madiba combateu», acrescentou o porta-voz, revelando que a cerimónia que decorre hoje está a «aligeirar» o sofrimento da família.

Um dos netos de Nelson Mandela comparou o avô a uma «árvore gigante» que caiu e «espalhou milhares de folhas brilhantes», incentivando todos, durante o seu discurso, a seguirem os seus passos.

Andile Mandela, um dos quatro netos do falecido ex-Presidente da África do Sul, disse hoje durante a sua intervenção nas cerimónias fúnebres do avô, que «Madiba», como é conhecido o histórico líder sul-africano, é «um espelho que reflete a glória e o esplendor da mente e do coração».

O neto de Mandela proferiu estas palavras durante a sua intervenção em representação da família, e foi várias vezes interrompido pelos aplausos dos milhares de pessoas que assistem, no estádio, ao início das cerimónias fúnebres.

Já o Presidente sul-africano, Jacob Zuma, foi vaiado quando entrou no estádio. Enquanto alguns setores aplaudiam o chefe de Estado e líder do partido ANC, uma grande vaia vinda das bancadas onde se encontram populares ativistas contra o poder surpreendeu os presentes no estádio. Jacob Zuma voltou a ser vaiado mais tarde, quando o mestre-de-cerimónias o apresentou e o seu retrato surgiu nos ecrãs gigantes do estádio.