O Presidente da Ucrânia anunciou esta quarta-feira uma «trégua» e o início de negociações com a oposição, depois de conversações privadas com três líderes opositores, segundo um comunicado oficial.

«Baseado nos resultados da reunião, as partes anunciaram uma trégua e o início de negociações que visam acabar com o derramamento de sangue e estabilizar a situações do país em benefício da paz civil», de acordo com um comunicado colocado no sítio da Presidência e citado pelas agências internacionais.

Após várias semanas de calma, Kiev voltou na terça-feira a ser palco de violentos confrontos entre ativistas antigovernamentais e forças de segurança, que acabariam por lançar um assalto, com recurso a blindados e canhões de água, contra os manifestantes concentrados na Praça da Independência. Os ativistas ripostaram com cocktails molotov e petardos.

Os recentes acontecimentos têm suscitado a condenação da comunidade internacional, nomeadamente na Europa, onde várias vozes já admitiram a possibilidade de impor sanções contra os responsáveis pela repressão.

De acordo com o último balanço do Ministério da Saúde ucraniano, os confrontos fizeram pelo menos 26 mortos e 241 feridos hospitalizados, incluindo 79 polícias e cinco jornalistas.

Pelo menos 10 polícias figuram entre as vítimas mortais, indicou o Ministério do Interior ucraniano.