Notícia atualizada

O Papa apelou este domingo, no local onde Jesus foi batizado, em Belém, a um esforço maior na busca da paz entre israelitas e palestinianos.

«Para o bem de todos nós, precisamos de intensificar os esforços e iniciativas para criar condições para consolidar a paz, numa base de justiça e reconhecimento dos direitos de cada um», disse Francisco na cidade bíblica. O Papa visitou o Muro das Lamentações e orou.

Francisco quer ser o conciliador entre a Igreja e estado palestiniano, um dos objetivos da sua viagem de três dias à Terra Santa e que se iniciou no sábado na Jordânia e que o fez chegar a Belém este domingo de helicóptero, como revela o «Jerusalem Post».

Para isso, Francisco ofereceu a sua casa, no vaticano, para as conversações de paz entre israelitas e palestinianos, um convite já aceite pelos palestinianos, como acrescenta a CNN. Um momento que pode ser histórico.

Uma visita de paz, mas que não evitou já conflitos.

Vinte e seis ativistas de extrema-direita, que se manifestavam contra a visita do Papa Francisco, foram detidos no Monte Sião em Jerusalém, indicou hoje a polícia israelita.

«Estes manifestantes reuniram-se junto ao túmulo de David e lançaram pedras e garrafas contra as forças de ordem. Dois polícias ficaram ligeiramente feridos», disse o porta-voz da polícia, Micky Rosenfeld, à agência noticiosa francesa AFP.

As detenções ocorreram horas antes da chegada do Papa Francisco a Jerusalém.

Depois de Belém, na Cisjordânia, o Papa já aterrou em Israel esta domingo, onde foi recebido pelo presidente Shimon Peres, de acordo com a Associated Press.