A polícia turca recorreu esta sexta-feira ao gás lacrimogénio para dispersar os milhares que se juntaram em protesto em Soma, a cidade junto à mina turca que já fez mais de 300 vítimas.

A tensão agrava-se à medida que o tempo passa e o número de vítimas sobe na mina de carvão que sofreu uma explosão quando estavam quase 800 homens no seu interior.

O número oficial de mortos está nos 302 e, segundo as fontes oficiais, estarão ainda 18 homens no interior, como noticia a BBC.

Ao todo, estariam 787 homens no subsolo quando ocorreu a explosão, muito acima do inicialmente revelado. Destes, sabe-se que 363 escaparam e 122 estão feridos no hospital. Este é, por isso, o pior desastre mineiro no país, que tem gerado a revolta e a indignação de muitos familiares e turcos.

Os protestos eclodiram após uma conferência de imprensa dos meios de socorro. Cartazes anti-governo foram levantados, vozes críticas e reações inflamadas que as autoridades tentaram travar com gás lacrimogénio.

As causas do incêndio ainda não foram apuradas, mas tudo aponta para um sobreaquecimento.

O ministro da Energia turco revelou que o incêndio continua no interior, mas em menor escala. Taner Yildiz também garantiu às famílias que suas «lágrimas não serão derramadas em vão», porque qualquer negligência será punida.

Empresa nega negligência

Representantes da Soma Holding, empresa que explora a mina, negaram qualquer negligência na exploração que tenha resultado no desabamento.

De acordo com a empresa a causa do desmoronamento estará relacionada com a acumulação de calor na mina.

Este que foi já considerado o pior desastre de sempre na Turquia.