As assembleias de voto abriram este domingo às 08:00 (06:00 em Lisboa) para as eleições presidenciais na Ucrânia, boicotadas pelos separatistas das regiões de Donetsk e Lugansk (leste).

A Ucrânia realiza eleições presidenciais extraordinárias após o afastamento do presidente Viktor Ianukovich, numa altura em que se encontra mergulhada num conflito armado entre as forças do governo provisório e a insurgência pró-russa do leste do país.

O milionário pró-ocidental Petro Poroshenko, também apelidado de «Rei do Chocolate» é dado como grande favorito nas sondagens, podendo até sair vencedor sem que seja necessária uma segunda volta.

A escrutínio estão 18 candidatos, entre eles, Yulia Tymoshenko.

As urnas abriram às oito da manhã, seis horas em Lisboa.

Estas são as primeiras eleições presidenciais extraordinárias após o afastamento do presidente Viktor Ianukovich.



Numa altura em que o pais se encontra mergulhado num conflito armado entre as forças do governo provisório e a insurgência pró-russa do leste do país, boicotadas pelos separatistas das regiões de donetsk e lugansk (leste).

João Soares é o coordenador especial da OSCE e diz que viu pessoas com medo de votar, no leste da Ucrânia, onde grassam movimentos separatistas.



Em dia de eleições já e registaram confrontos entre pró-russos e pró-europeis em Semyonovka. Nem um hospital psiquiátrico foi poupado e os militares ajudaram os doentes após as explosões.

Um jornalista italiano morreu no sábado na Ucrânia. A notícia já foi confirmada pelo porta-voz do Governo italiano que disse não ter muitos detalhes, referindo apemnas eventuais confrontos e tiros de morteiros.

Andrea Ronchelli, de 30 anos, era um fotógrafo freelance e estava na zona de Slaviansk, bastião dos separatistas pró-russos que se têm confrontado com tropas do Governo da Ucrânia.

Dmitri Medvedev na Crimeia

Entretanto, a Ucrânia qualificou de «provocação deliberada» a visita hoje do primeiro-ministro russo, Dmitri Medvedev, à Crimeia, península ucraniana anexada à Rússia, no dia das eleições presidenciais ucranianas.

«A visita do primeiro-ministro russo à Crimeia ocupada, no dia das eleições presidenciais na Ucrânia, é (...) uma provocação deliberada que visa desestabilizar a situação na Ucrânia», declarou o Ministério dos Negócios Estrangeiros ucraniano num comunicado.

Kiev considerou igualmente a visita «contrária ao desejo expresso pelo presidente Vladimir Putin de que as eleições na Ucrânia se desenrolassem com calma e serenidade».

Atualizado às 15:29