Quase 13 anos depois da tragédia, que fez cerca de duas mil mortes, o Museu e Memorial Nacional 11 de Setembro será inagurado esta quinta-feira.

Na cerimónia estará presente o presidente americano, Barack Obama, para além das famílias das vítimas mortais.

O museu, que só será aberto ao público na próxima quarta-feira, é o elemento-chave do processo de reconstrução da área onde ficavam as Torres Gémeas.

O projeto, que custou cerca de 511 milhões de euros, está envolto em polémicas.

O mais recente conflito prende-se com a transferência dos restos mortais não identificados das vítimas para o Ground Zero, num repositório isolado da área de visitantes do museu. Alguns dos familiares das vítimas opuseram-se à ideia visto este tratar-se de um local turístico, alegam ainda que o lugar é propício a inundações.

Ainda assim, a transferência dos cerca de oito mil fragmentos foi feita no último sábado, com uma procissão por Manhattan, enquanto alguns manifestantes usavam mordaças pretas.

O presidente do Museu, Michael Bloomberg, não escondeu o contentamento face à concretização do projeto: «Muita gente achou que não conseguiríamos fazê-lo. Esse é o maior tributo que poderíamos prestar. Construíram um marco que será intemporal. Deu muito trabalho, nunca foi fácil, mas era essencial».

O museu é um dos poucos elementos remanescentes do plano original desenvolvido pelo arquiteto Daniel Libeskind para a área em 2003.

Há duas exposições: «In memoriam» é um tributo às vítimas dos atentados, e a segunda, de fundo mais histórico, explora o que levou ao 11 de Setembro e o que aconteceu desde então.

A coleção reúne dez mil artefatos, nomeadamente, gravações dos últimos telefonemas das vítimas, fotos de bombeiros em ação e de pessoas a saltar das janelas, sapatos, brinquedos, bandeiras, portas de carros retorcidas, um bilhete desesperado atirado do 84º andar e a última coluna a ser removida na limpeza do local.

Joe Daniels, presidente e principal executivo do Memorial declarou: «Queremos que esse museu faça do mundo um lugar melhor».

O museu só abre na próxima quarta-feira mas os bilhetes para o dia da abertura já estão esgotados. Cada entrada custa 17,50€.

O museu funcionará 24 horas para as famílias das vítimas, que contam com um pequeno quarto privativo no local.