Uma nova onda de violência na Turquia já provocou a morte de duas pessoas. Na origem dos protestos está a morte de um adolescente, Berkin Elvan, que estava internado há nove meses, depois de ter sido apanhado no meio de confrontos com a polícia, em junho de 2013. O funeral realizou-se na quarta-feira em ambiente de grande tensão e contestação ao Governo em várias cidades.

As barricadas em chamas estão de regresso ao coração de Istambul e está de volta também o punho cerrado da polícia. Balas de borracha, gás lacrimogéneo e canhões de água contra pedras e fogo-de-artifício. Foi assim na maior cidade turca, mas também na capital, Ancara, na histórica Esmirna e em outras cidades do país.

A jornada de protesto, desencadeada pela morte de Berkin Elvan, terminou com duas fatalidades. Um homem foi morto a tiro em Istambul, em confrontos entre dois grupos rivais. Da província de Tunceli, no leste do país, chegaram notícias de um ataque cardíaco fatal para um polícia, atacado à pedrada dentro do veículo, no pior dia de distúrbios civis na Turquia desde o início dos protestos antigovernamentais.

Já esta quinta-feira, o primeiro-ministro disse que os incidentes foram provocados para criar um clima de caos no país, antes das eleições autárquicas. Reccep Tayyip Erdogan garantiu que responderá a 30 de março, nas urnas. Mas para já, do Governo, só se sente a mão pesada nas ruas.