O britânico Ronnie Biggs, considerado o «ladrão do século» pelo assalto a um comboio dos Correios, entre Glasgow e Londres, em 1963, morreu esta quarta-feira aos 84 anos, informou a agência Press Association.

Biggs, que se tornou famoso pela sua espetacular fuga da prisão depois do roubo, tendo vivido 36 anos como fugitivo no Brasil, Espanha e Austrália, morreu num lar em East Barnet, no norte de Londres.

O serviço judicial responsável pela sua liberdade condicional indicou que tinha morrido, segundo uma porta-voz do Ministério da Justiça.

Biggs tinha sido libertado da prisão em 2009 devido ao seu estado de saúde. Já não falava, após uma série de acidentes vasculares cerebrais.

A última vez que apareceu publicamente foi em março no funeral de Bruce Reynolds, o autor do plano de assalto ao comboio postal.

O filho que teve no Rio de Janeiro de uma brasileira, que lhe garantiu não ser extraditado, Michael Biggs, ainda não fez comentários sobre a morte.

Ronnie Biggs foi o membro mais célebre do grupo que na noite de 7 para 8 de agosto de 1963 conseguiu fazer parar o comboio e, depois de ter ferido o maquinista, se apoderou de 120 sacos de notas, partilhando a soma recorde para a época de 2,6 milhões de libras, o equivalente a cerca de 54 milhões de euros atualmente. O assalto inspirou vários livros e filmes.

Biggs foi apanhado e condenado a 30 anos de prisão, mas conseguiu evadir-se da prisão, tendo passado pela Bélgica, França, Austrália e Brasil durante a sua fuga de décadas, que incluiu o recurso à cirurgia estética para mudar a sua aparência.

Em 2001 voltou ao Reino Unido, doente e arruinado, para cumprir a sua pena.