Mais de cem palestinianos morreram nos últimos dias, vítimas dos ataques de Israel. Dos 800 mais de oitocentos rockets disparados nos últimos dias, um deles escapou ao sistema cúpula de ferro, esta sexta-feira, e atingiu um camião cisterna, numa bomba de gasolina de Ashdod. Oito pessoas ficaram feridas, uma delas em estado crítico, naquele que foi o ataque palestiniano mais sangrento, nesta escalada de violência.

O presidente norte-americano, Barack Obama, fala em tréguas, mas o primeiro-ministro israelita garante que a campanha militar é para manter. Pelo menos, enquanto o Hamas continuar a atacar com rockets várias cidades de Israel. «Nenhuma pressão internacional nos vai impedir de agir com força total», declarou primeiro-ministro israelita.

Para Benjamin Netanyahu, a possibilidade de uma ação terrestre está em cima da mesa, pelo menos enquanto os rockets palestinianos continuarem a ser lançados sobre Israel.

O presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, pediu ao Conselho de Segurança da ONU para condenar os ataques israelitas na Faixa de Gaza e impor o cessar-fogo imediato.

A aviação israelita realizou 210 ataques na Faixa de Gaza nas últimas 24 horas, contra 194 rockets lançados pelo Hamas. O grupo islâmico lançou durante o dia uma ameaça contra o aeroporto internacional de Ben-Gurion, em Tel Aviv. As sirenes de alerta soaram na região, onde três projécteis lançados a partir de Gaza foram interceptados, interrompendo alguns minutos a atividade do aeroporto.