Duas explosões ocorridas, esta terça-feira, em Beirute, no Líbano, junto à embaixada do Irão, provocaram 23 mortos e 146 feridos, confirmou o ministro da Saúde libanês, escreve a Reuters.

As explosões pouco antes das 10:00 (08:00 em Lisboa), uma causada por um carros armadilhado e outra por um bombista suicida, no bairro de maioria xiita de Al Yinah, provocaram ainda danos em diversos edifícios na zona. Muitos veículos ficaram completamente destruídos. A área onde ocorreu o atentado é considerada um bastião do movimento xiita libanês Hezbollah.

Segundo as autoridades, entre as vítimas mortais está o adido cultural da embaixada do Irão. As imagens do local emitidas pelo canal Al-Mayadeen, pouco tempo após as explosões, mostravam pessoas em pânico, corpos queimados, carros e edifícios em chamas, e membros das equipas de emergência a retirar vítimas embrulhadas em cobertores.

O número de vítimas mortais não tem parado de aumentar nas últimas horas.

Inicialmente foi colocada a hipótese das explosões terem sido causadas por rockets, mas mais tarde fontes oficiais admitiam a utilização de carros armadilhados. Pouco tempo depois, eram reveladas imagens de um bombista suicida a correr em direção à frente do edifício da embaixada, antes de se fazer explodir.

As autoridades assumem agora que uma explosão teve origem num carro armadilhado e outra foi causada por um terrorista.

Os atentados foram, entretanto, reivindicados pela brigada de Abdullah Azzam, um grupo ligado à Al Qaeda, através no Twitter, na conta de um clérigo ligado aos terroristas.

«As brigadas de Abdullah Azzam - as células de Hussein bin Ali - possam elas agradar a Alá - são responsáveis pelo ataque à embaixada do irão em Beirute», lê-se na mensagem divulgada por Sheikh Sirajeddine Zuraiqat.

Noutra mensagem divulgada minutos depois, o grupo prometeu novos ataques no Líbano até que o Irão retire as suas forças da Síria e os seus seguidores sejam libertados das prisões libanesas.

A guerra na Síria, que dura há mais de dois anos, tem tido repercussões nos seus países vizinhos.

Irão apontou o dedo a Israel

Antes de serem conhecidas estas mensagens, do grupo ligado à Al Qaeda, o Irão acusou Israel de ser responsável pelo duplo atentado.

«O ato terrorista» perpetrado em frente da embaixada iraniana é um «crime desumano e odioso dos sionistas e mercenários a soldo», de acordo com um comunicado da porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Marzieh Afkham.

Atualizado às 11:40