Pelo menos 20.000 civis cercados por jihadistas no norte do Iraque conseguiram fugir e chegaram em segurança à Síria, onde foram escoltados por forças curdas de regresso ao Iraque, segundo responsáveis locais.

Shawkat Barbahari, responsável pelo posto fronteiriço de Fishkabure, disse que 30.000 pessoas da minoria yazidi, na maioria mulheres e crianças, conseguiram fugir das montanhas de Sinjar, «atravessar a fronteira para a Síria e regressar ao Curdistão» escoltadas por forças curdas (peshmergas).

«A maioria atravessou [a fronteira] ontem [sábado] e hoje a operação está a decorrer e nós não sabemos quantas pessoas ainda estão nas montanhas», disse Barbahari à agência France Presse.

O Governo do Iraque anunciou hoje ter provas de que que os jihadistas do Estado Islâmico terão morto mais de 500 yazidis. Entre as vítimas estarão mulheres e crianças, enterradas vivas.

Os Estados Unidos realizaram, no sábado, uma nova série de bombardeamentos seletivos contra posições do Estado Islâmico (EI) no norte do Iraque, para proteger esta minoria étnico-religiosa curda, informou o Pentágono.

O primeiro dos ataques de sábado ocorreu às 15:20 (16:20 em Lisboa) e foi levado a cabo com aviões de combate e aviões não tripulados, segundo o Comando Central dos Estados Unidos, encarregado do Médio Oriente.

Este bombardeamento tinha como objetivo acabar com dois veículos blindados que estavam a disparar contra os yazidis perto do monte Sinjar, tendo um deles sido destruído. Cerca de 20 minutos mais tarde, durante outro ataque, um avião norte-americano bombardeou e destruiu outros dois blindados e um camião armado.

O Papa Francisco manifestou-se hoje preocupado com os «crimes» cometidos pelos jihadistas, mas também com a escalada de violência entre Israel e a Faixa de Gaza e com o surto de Ébola em África.

Estes foram os temas da mensagem que sucedeu à tradicional oração do Angelus dominical, proferida pelo bispo de Roma a partir da varanda da residência pontifícia.