Na Índia, foram considerados culpados os quatro homens acusados da violação de uma jovem de 23 anos num autocarro em dezembro passado.

A sentença será conhecida esta quarta-feira e os réus arriscam a pena de morte por enforcamento.

Na Índia, os arguidos raramente são condenados à morte, mas neste caso a pressão social deixa em aberto todas as possibilidades.

O grupo de homens que atacou a jovem estudante de medicina em dezembro do ano passado era constituído por seis indivíduos.

Um era menor e foi condenado a três anos de prisão, outro suicidou-se.

A jovem de 23 anos foi sequestrada e violada num autocarro de Nova Deli e depois abandonada. Acabou por morrer no hospital.

O caso provocou uma onda de protestos por todo o país e um longo debate nacional sobre o tratamento das mulheres na sociedade indiana.

Sob a pressão das ruas, o governo endureceu a legislação contra os crimes sexuais.

Pelo menos três dos arguidos vão recorrer da sentença, informaram os advogados.

V.K. Anand, advogado de Mukesh Singh, disse aos jornalistas: «O meu cliente estava simplesmente a conduzir o autocarro. Ele confessou que estava a conduzir o autocarro, mas não sabia o que se passava lá dentro».

A.P. Singh, advogado de Akshay Thakur e Vinay Sharma, classificou as condenações de "políticas" e disse que iria recorrer em nome dos dois.

O advogado do quarto condenado, Pawan Gupta, não pôde ser contactado para comentar.

Os arguidos, que incorrem na pena de morte, foram momentaneamente trazidos para a sala do tribunal para ouvirem a sentença e depois levados embora pela polícia.

Os pais de um dos acusados, Mukesh Singh, deixaram a sala em lágrimas.

Os pais e o irmão da vítima também estavam na sala.