O Presidente francês, François Hollande, pede privacidade depois de ser questionado sobre o suposto romance com a atriz Julie Gayet. Na terceira conferência de imprensa enquanto chefe de Estado, há muito agendada, o chefe de Estado não esclareceu, esta terça-feira, se a companheira Valérie Trierweiler é ainda a Primeira-dama de França.

François Hollande não conseguiu escapar às perguntas dos jornalistas sobre a vida privada e respondeu às críticas de que a posição de Primeira-dama poderia estar comprometida. O Presidente afirmou que «não existe o estatuto de "junta" com o Chefe de Estado», mas sim «uma prática que varia conforme os períodos e as personalidades. É um costume. O que é essencial é a transparência: que os meios destinados ao casal que vive em conjunto sejam conhecidos e os mais baixos possíveis».

François Hollande evitou responder de forma direta às perguntas sobre a atual companheira, Valérie Trierweiler, com quem não é casado, mas que tem residido até agora no Palácio do Eliseu, e ainda sobre o suposto romance com Julie Gayet.

«Cada um, na sua vida pessoal, pode atravessar dificuldades e é o nosso caso... Mas eu tenho um princípio, que é o que que os assuntos privados resolvem-se em privado, numa intimidade respeitadora de cada um. Portanto, não é aqui o lugar nem o momento para o fazer», afirmou.

François Hollande prometeu clarificar nas próximas semanas a situação do casal presidencial, ainda antes da visita oficial aos EUA, que terá início a 11 de fevereiro.

O Presidente francês manifestou «uma indignação total» contra a revista «Closer» por ter noticiado a relação com a actriz Julie Gayet, a qual perturbou de tal modo Trierweiler que esta se encontra hospitalizada há quatro dias com uma crise nervosa. Hollande disse ser contra «as leis criadas em resposta às circunstâncias», e que não irá por isso passar leis que protejam a vida privada, embora acredite que as notícias são «uma violação que toca uma liberdade fundamental: o respeito da vida privada e da dignidade das pessoas».

François Hollande começou a responder às perguntas dos jornalistas às 16:34, hora portuguesa. Antes da fase de perguntas, o chefe de Estado fez um discurso marcadamente político, abordando temas como a segurança do emprego e o modelo do Estado social francês. Em resposta a uma pergunta sobre um alegado distanciamento em relação ao socialismo, afirmou: «Sim, sou um social-democrata».