O Governo de Bagdad diz ter conseguido abrandar o avanço da ofensiva dos fundamentalistas sunitas, e até retomar algumas localidades perdidas nos últimos dias. O aliado irão ofereceu ajuda e há fontes que dizem já haver tropas de Teerão no terreno de um país ameaçado como nunca de desmembramento.

O avanço relâmpago das forças jihadistas do Estado Islâmico do Iraque e do Levante permite toda a euforia aos guerrilheiros fundamentalistas. Os homens que avançam sobre a capital do Iraque querem um único califado em toda a região.

Mas, no Iraque, o pânico dos últimos dias, parece ter dado lugar ao contra-ataque. Pelo menos é isso que diz o Governo xiita. Foi o primeiro-ministro que o disse sexta-feira, na visita à cidade mais perto da linha da frente norte: samarra, onde fica o terceiro santuário xiita mais importante do Iraque.

E foi precisamente em torno de Samarra que o exército governamental diz ter retomado uma meia dúzia de localidades aos homens que há menos de dez anos eram conhecidos como a Al-Qaeda no Iraque, mas que a própria chefia da rede fundada por Osama bin Laden deserdou devido à brutalidade extrema do grupo.

Um grupo que manda na segunda maior cidade do país, Mossul, que avançou para sul, tomando Tikrit, a cidade de Saddam Hussein, e levando os Peshmerga, as forças autónomas curdas, a assumir o vazio deixado pelo exército governamental em Kirkuk, a mais rica zona petrolífera do norte.

Daquela zona e de Mossul continuam a afluir refugiados para o sul, escapando a execuções sumárias por parte do grupo extremista sunita. Mas, para norte, vão também combatê-los cada vez mais voluntários xiitas, de Bagdad, de Kerbala, de Bassorá, no sul profundo.

O regime xiita do Irão ofereceu a ajuda que Bagdad quiser. De acordo com o diário britânico «The Guardian», dois mil soldados iranianos já estão no Iraque.

Os Estados Unidos, que saíram do país há dois anos e meio, não se comprometem com bombardeamentos, mas pelo sim pelo não já enviaram para o Golfo Pérsico o porta-aviões George H.W. Bush, Bush pai, o primeiro invasor americano do Iraque, não o segundo.