A Organização Mundial da Saúde apelou esta sexta-feira à permissão de um corredor humanitário na Faixa de Gaza, de modo a permitir a retirada dos feridos e a entrada de medicamentos no conclave.

«A OMS pede a criação de um corredor humanitário para a retirada dos feridos, assim como para o abastecimento de medicamentos vitais. O corredor humanitário deve-se estender também à proteção da passagem segura de pacientes para que deixem a Faixa de Gaza de modo a receber tratamento médico», pode ler-se no comunicado citado pela Reuters.

A ONU anunciou também que quatro hospitais foram danificados no conflito que começou no dia 8 de julho, quando Israel deu início aos ataques aéreos, seguidos da ofensiva terrestre.

O que aconteceu na escola das Nações Unidas pode ter sido a gota de água: 16 mortos, 200 feridos num local que deveria estar a salvo das bombas. Um suposto porto de abrigo para alguns dos 140 mil deslocados desta guerra.

O número de mortos entre os palestinianos ultrapassou os 800 e na Cisjordânia o ambiente é explosivo.

À noite, em Ramallah, dez mil palestinianos participaram numa grande manifestação de repúdio à operação israelita na Faixa de Gaza. Na entrada da cidade está um dos maiores postos de controlo da ocupação israelita, zona de passagem do muro de segurança erguido por Israel. Foi lá que a manifestação resultou em confrontos violentos entre os palestinianos e os soldados que guardam a passagem. Dois palestinianos morreram e mais de 200 ficaram feridos.

A autoridade palestiniana, liderada pelo presidente Mahmoud Abbas, marcou para esta sexta-feira o chamado «dia da raiva».

Em pleno Ramadão, dia de orações, a segurança foi reforçada em Jerusalém, enquanto no Cairo, no Egito, o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, pôs em cima da mesa uma proposta de cessar-fogo a israelitas e palestinianos que está a ser estudada.