As Nações Unidas anunciaram que a concentração de gases na atmosfera atingiu um novo recorde em 2012 e está a contribuir para uma aceleração das alterações climáticas. No relatório anual sobre o efeito de estufa, a Organização Mundial de Meteorologia refere que, nunca como agora, o planeta esteve tão sufocado.

«As notícias não são boas. Se olharmos para os principais gases de efeito de estufa, em particular o CO2 (dióxido de carbono), metano e óxido nitroso, para todos estes principais gases de efeito de estufa as concentrações estão a atingir, uma vez mais, níveis recorde», afirma Michel Jarraud, secretário-geral da Organização Mundial de Meteorologia.

Num só ano o aumento foi superior à média durante a última década. O relatório de 2012 regista uma presença de dióxido de carbono na atmosfera na ordem das 393,1 partes por milhão, 141% a mais do que os níveis registrados no período pré-industrial. Para a ONU, os gases com efeito de estufa são os principais responsáveis pelas alterações climáticas, a começar pelo aquecimento global, prevendo-se que a temperatura suba 4,60 graus até ao final do século XXI.

«Estamos preocupados não apenas com o impacto na temperatura, que é importante, mas também com o impacto no ciclo da água, mais secas, mais inundações noutras partes do mundo», diz ainda Michel Jarraud.

Os máximos históricos dos níveis de co2, metano e óxido nitroso provocados pelo Homem, relembram o protocolo de Quioto: enquanto certos países procuram cumprir escrupulosamente as quotas, de fora permanecem os mais industrializados, Estados Unidos e China, que nunca chegaram a assinar o protocolo.