Filipe foi, este domingo, entronizado sétimo rei da Bélgica. O monarca sucedeu ao pai, Alberto II, que abdicou do trono após 20 anos de reinado, num país marcado pelas divergências entre flamengos e valões.

O novo rei, de 53 anos, prestou juramento numa cerimónia no Palácio Real de Bruxelas, sem a presença de elementos das monarquias europeias. O primeiro grande teste de Filipe será as eleições legislativas belgas de maio de 2014.

Alberto II abdicou este domingo do trono da Bélgica a favor do filho. Eram 10:45 (menos uma hora em Lisboa) quando Alberto II assinou a ata de abdicação, na sala do trono do Palácio Real de Bruxelas, com mais de duas centenas de convidados e membros do Governo belga.

Num breve discurso, Alberto II reiterou a necessidade de os políticos belgas trabalharem para «a coesão da Bélgica», questão que enfatizou na declaração de sábado, perante as câmaras de televisão.

Já este domingo, o novo rei da Bélgica prometeu «intensificar o diálogo» entre belgas. Filipe pediu «um novo élan de entusiasmo».

Em declaração no parlamento belga, após o juramento para suceder ao pai, Filipe sublinhou que colocará «toda a vontade ao serviço de todos» os cidadãos da Bélgica.

«Demos todos juntos um novo élan de entusiasmo ao país!», disse, em alemão, francês e holandês, as três línguas oficiais na Bélgica.