O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, advertiu que o Conselho de Segurança das Nações Unidas irá tomar medidas no caso de Damasco não cumprir com a resolução que prevê o desmantelamento do seu arsenal químico.

«Se o regime falhar em agir, haverá consequências», disse John Kerry ao Conselho de Segurança da ONU, após a aprovação, por unanimidade, de uma resolução «histórica», a primeira adotada sobre a Síria desde o início do sangrento conflito, em março de 2011.

A votação teve lugar às 20:16 (01:06 de sábado em Lisboa), após superado o último obstáculo com a aprovação pela Organização para a Proibição de Armas Químicas do plano que prevê a destruição de todas as armas químicas do país no primeiro semestre de 2014.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou uma resolução histórica sobre o desmantelamento do arsenal de armas químicas da Síria.

Esta resolução é a primeira a ser adotada pelo Conselho de Segurança da ONU desde o início do conflito na Síria, em março de 2011.

Os 15 membros do órgão máximo das Nações Unidas aprovaram a resolução, acordada entre os Estados Unidos e a Rússia, por unanimidade.

O ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Laurent Fabius, congratulou-se com a decisão e defendeu que o Conselho de Segurança da ONU «merece finalmente o seu nome», depois da adoção de uma resolução que força Damasco a destruir o seu arsenal químico.

Esta resolução, a primeira aprovada pelo Conselho desde o início do conflito sírio, em março de 2011, «não vai salvar sozinha a Síria», realçou, apelando para o relançamento de um processo político através da conferência sobre a paz, a Genebra II, prevista para meados de novembro.

Esta resolução, apesar de histórica, não é mais do que um primeiro passo, sustentou o chefe da diplomacia francesa, instando o Conselho de Segurança da ONU a permanecer vigilante.

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon,espera que a conferência internacional para negociar um acordo de paz na Síria possa ser realizada «em meados de novembro», em Genebra.

«O nosso objetivo é que a conferência seja em meados de novembro», realçou o secretário-geral, que anunciou que o enviado da ONU e Liga Árabe para a Síria, Lakhdar Brahimi, irá pôr em marcha «todos os preparativos necessários» para que a iniciativa «Genebra II» seja bem-sucedida.

Ban Ki-moon, que falava após o Conselho de Segurança ter aprovado uma resolução histórica sobre o desmantelamento do arsenal de armas químicas da Síria, reconheceu serem muitos os «desafios» para acabar, de uma forma «pacífica», com o sangrento conflito, que dura há mais de dois anos e meio, apelando ao regime de Damasco e à oposição rebelde síria para negociarem de modo «construtivo», citado da Lusa com agências.