Especialistas do colégio oficial de pilotos de aviação comercial de Espanha, ouvidos pelo El País, responderam a algumas das perguntas mais feitas sobre o avião da companhia aérea da Malásia desaparecido há uma semana.

As duas direções que o avião pode ter seguido

- É possível um avião voar sem ser detetado?

É pouco provável porque os aviões são sempre controlados por radares.

- Como é que os pilotos comunicam com os controlares?

Há várias formas de comunicar: por um rádio de altas frequências, através de voz, com a torre de controlo e com outros aparelhos. Depois, com vários radares, primários e secundários. O piloto introduz um código que identifica o voo, a posição e velocidade.

- Quando foi o ultimo contacto com o avião?

O último contacto foi com os controladores aéreos no sábado. Eram 17h30 em Portugal e estava a 10mil 670 metros de altitude. 45 minutos depois, um radar militar deu pelo aparelho a nove mil metros de altitude e a muitas centenas de quilómetros do local.

- O piloto pode desligar os sistemas de comunicação?

Os pilotos podem desligar os sistemas ou simplesmente deixar de responder

- É normal os aviões não serem detetados pelos radares?

É possível, mas pouco provável neste lado do mundo. Devido aos muitos conflitos, a zona é provavelmente uma das mais vigiadas do globo por radares militares.

- Com que outros sistemas se pode localizar um avião?

Durante 30 dias, é possível procurar o aparelho porque as caixas negras emitem sinal, mas as autoridades malaias não têm qualquer registo.

- Este modelo é seguro?

O Boeing 777 tem um ótimo historial de segurança. Neste caso, passou numa revisão de manutenção dez dias antes de desaparecer. A próxima revisão estava programada para 19 de junho. As linhas aéreas da Malásia também têm boa reputação.

- É a primeira vez que desaparece um avião?

O caso mais recente foi em 2009. Um voo da Air France que fazia a ligação entre o Rio de Janeiro e Paris desapareceu a 1 de junho e depois descobriu-se que caiu no oceano Atlântico.