Milhares de egípcios saíram às ruas de várias cidades a exigir a libertação do Presidente deposto Mohamed Morsi. A Irmandada Muçulmana já garantiu que os protestos vão continuar até que os militares libertem Morsi.

No Cairo, apoiantes de Morsi bloquearam a praça Ramses e a ponte 6 de Outubro. A polícia usou gás lacrimogéneo para dispersar os manifestantes e conter os confrontos entre apoiantes de Morsi e moradores da rua Ramsés, um dos locais de protesto.

Antes disso, ainda de madrugada, esta segunda-feira começou de forma trágica no Egito. O ataque a um autocarro no norte da província do Sinai causou três mortos e 17 feridos. No veículo seguiam trabalhadores de uma fábrica de cimento.

As manifestações aconteceram no dia em que, pela primeira vez, um diplomata norte-americano visitou os líderes que tomaram as rédeas do país depois do golpe de estado de 3 de Julho.

O vice-secretário de estado norte-americano William Burns disse que só os egípcios podem determinar o seu futuro e que os Estados Unidos não vão impor soluções.

Washington tem sido fortemente criticado tanto pelos apoiantes como pelos opositores de Morsi. Os dois lados acusam os Estados Unidos de apoiar o lado oposto.