Dylan Farrow, filha adotiva de Woody Allen, relatou no sábado, numa carta aberta, os supostos abusos sexuais aos sete anos por parte do cineasta, cuja carreira foi recentemente homenageada.

A carta de Farrow, publicada na edição digital do diário «The New York Times», conta em pormenores o suposto assédio do diretor de «Manhattan», que terá ocorrido no início dos anos 90 do século passado.

Diz nomeadamente que, quando tinha sete anos, o realizador a levou para o sótão e abusou sexualmente dela, o que, acrescenta, contou à mãe, a atriz Mia Farrow que, na altura, rompeu a relação com o ator e realizador.

O caso foi divulgado em 1993, mas Woody Allen sempre negou as acusações e nunca chegou sequer a ser julgado.

Dylan Farrow não falou do assunto durante muitos anos mas agora, na primeira pessoa, conta a própria versão.

O irmão, Ronan, já tinha criticado a homenagem ao cineasta que foi feita na última edição dos «Globos de Ouro», os prémios anuais aos melhores profissionais de cinema e televisão, nos Estados Unidos.