O presidente da Comissão Europeia manifestou, esta quarta-feira, «choque» e «consternação» com os mais recentes episódios de violência na Ucrânia. O presidente da Comissão Europeia instou os Estados-membros a acordarem urgentemente sanções contra os responsáveis pela violência e uso excessivo da força.



Numa declaração divulgada em Bruxelas, e citada pela agência Lusa, Durão Barroso aponta que «nenhumas circunstâncias podem legitimar ou justificar» os atos de violência a que se tem assistido na Ucrânia, designadamente nas últimas 48 horas. O presidente da Comissão Europeia sustenta que «é a liderança política do país que tem a responsabilidade de assegurar a proteção necessária das liberdades e direitos fundamentais».

Ucrânia: Europa vai reunir-se de urgência



Sublinhando o papel de mediador que a União Europeia (UE) tem desempenhado, com vista a facilitar o diálogo político entre as partes, e a sua disponibilidade para apoiar a Ucrânia no caminho de reformas, José Manuel Durão Barroso adverte todavia que a UE também já deixou claro que «responderá a qualquer deterioração no terreno».



«Esperamos por isso que medidas dirigidas contra aqueles responsáveis pela violência e uso excessivo da força possam ser acordadas pelos nossos Estados-membros de forma urgente, tal como proposto pela Alta Representante (da UE para Negócios Estrangeiros) e vice-presidente» da Comissão, Catherine Ashton.



Durão Barroso voltou a instar todas as partes a porem de imediato fim à violência e a envolverem-se num diálogo com sentido, que responda às aspirações democráticas do povo ucraniano.



Pelo menos 25 pessoas morreram, na terça-feira, nos confrontos entre manifestantes e autoridades em Kiev, capital da Ucrânia, revelou esta quarta-feira o Ministério da Saúde, em comunicado.



Além das vítimas mortais, outras 241 pessoas foram hospitalizadas, incluindo 79 polícias e cinco jornalistas, acrescenta a nota.



Os acontecimentos de terça-feira em Kiev foram referidos pelo Presidente da Ucrânia como o «ultrapassar dos limites» pela oposição, que apelou ao uso de armas para enfrentar as forças da ordem. Viktor Ianukovitch garante que os responsáveis serão levados à justiça e sublinha que a posição que assume «não é um capricho», mas uma obrigação Constitucional.