A presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye, disse que as ações o capitão do ferry que naufragou na quarta-feira e de alguns membros da tripulação são comparáveis a um «ato de assassínio».

«A atuação do capitão e de alguns membros da tripulação é completamente incompreensível, inaceitável e equivalente a assassínio», disse Park Geun-hye, citada num comunicado da presidência, a propósito de uma tragédia que tem já 64 mortes confirmadas e mais de 200 desaparecidos.

A chefe de Estado sul-coreana prometeu envidar esforços para apurar todas as irregularidades em torno do ferry Sewol, frisando que todas as partes envolvidas ¿ dos proprietários, aos inspetores de segurança até aos membros da tripulação ¿ serão investigadas e que os culpados serão «criminalmente responsabilizados».

O canal televisvo YTN noticia nesta segunda-feira que já foram detidos mais quatro membros da tripulação, juntando-se ao capitão e outros dois já detidos para investigação.

Em causa a forma como conduziram o processo, perdendo tempo precioso com indicações confusas e abandonando eles próprios o navio em plena operação de evacuação.

O número de mortos confirmados subiu hoje para 64, depois de as autoridades sul-coreanas terem recuperado mais cinco corpos do ferry, afundado ao largo da costa sudoeste da Coreia do Sul.

Dos 476 passageiros que seguiam a bordo, incluindo mais de 300 estudantes do ensino secundário, 174 foram resgatados logo após o acidente, pelo que 238 continuam desaparecidos.