Cerca de 100.000 pessoas participaram em manifestações durante a manhã desta segunda-feira, madrugada em Lisboa, para derrubar o Governo da Tailândia, estimou a polícia.

As manifestações registaram-se apesar do anúncio feito pela primeira-ministra de dissolver o parlamento e pedir eleições antecipadas.

«A participação estava estimada em 100.000 pessoas às 10:30 locais [03:30 em Lisboa]», disse um agente do Centro para a Administração da Paz e Ordem, criado para fazer face aos movimentos de protesto que duram há mais de um mês.

Os manifestantes antigovernamentais na Tailândia prometem continuar a luta para levar à renúncia a primeira-ministra Yingluck Shinawatra, apesar da decisão desta em pedir a dissolução do parlamento e eleições antecipadas para pôr fim à crise no reino.

Os manifestantes querem que Yingluck Shinawatra ceda o poder a um «Conselho Popular» não eleito.

Os manifestantes acusam o Executivo de corrupção e de estar a ser manipulado, na sombra, a partir do exílio, no Dubai, pelo primeiro-ministro deposto e irmão mais velho da atual chefe do Governo, Thaksin Shinawatra.

A primeira-ministra tailandesa anunciou hoje o pedido de dissolução do parlamento, enquanto milhares de manifestantes ocupam as ruas de Banguecoque exigindo a sua demissão.

«Com base nas consultas com diversos partidos, submeti a dissolução do Parlamento» à aprovação do rei, disse Yingluck Shinawatra durante um discurso transmitido na televisão, após a demissão em massa dos deputados do partido democrata, na oposição.

A governante pediu a realização de eleições parlamentares «o mais rápido possível» depois de anunciar o pedido de dissolução do Parlamento.