A Bélgica prepara-se para se tornar no primeiro país do mundo a permitir a eutanásia a crianças. A opinião pública está divida. Os deputados discutem, esta quarta-feira, o projeto-lei que deverá ser votado já na quinta-feira.

Uma centena de manifestantes ao frio e à chuva em frente ao Parlamento belga, em Bruxelas, muitos deles, menores, protestam contra a eutanásia das crianças em vésperas da votação de uma lei já aprovada no senado.

Quinta-feira, ao final do dia, será votada uma lei que permite a quem, em estado terminal, tenha o discernimento para pedir a morte. No lado do «contra» estão peritos como Sonja Develter, uma enfermeira que já acompanhou 200 casos de crianças em doenças terminais. A enfermeira conta que, nalguns casos, pais exaustos lhe pediram para acelerar o final do processo.

Numa carta aberta, 160 pediatras questionam a capacidade de juízo de crianças e jovens e opõem-se a uma legislação que escancara portas.

Uma vez a lei aprovada, a Bélgica torna-se o primeiro país no mundo a permitir a uma criança acabar com a vida. Na Holanda, uma lei semelhante aplica-se a maiores de 12 anos caso tenham o consentimento dos pais.