As equipas de resgate intensificaram este sábado no Oceano Índico a busca do avião da Malaysia Airlines, quando se cumprem quatro semanas desde o seu desaparecimento, antes que se esgotem as baterias da caixa negra.

Na operação deste sábado participam dez aviões militares, três aviões civis e 11 navios, informou o Centro de Coordenação de Agências Conjuntas, criado pela Austrália para esta missão, segundo comunicado.

Entre os navios está o Ocean Shield, da marinha australiana, que leva um localizador de caixas negras fornecido pelos Estados Unidos, e o britânico Echo de investigação oceanográfica.

Ambos os navios começaram na sexta-feira as buscas submarinas numa área de 240 quilómetros para tentar localizar a caixa negra, numa corrida contrarrelógio porque a bateria dos transmissores, de um mês de duração, está a poucos dias de esgotar-se.

A busca centra-se em três pontos dentro da zona delimitada pelas autoridades australianas de cerca de 217.000 quilómetros quadrados, situada a 1.700 quilómetros a noroeste da cidade australiana de Perth, a partir da qual é coordenada a operação.

O avião descolou de Kuala Lumpur com 239 pessoas a bordo com destino a Pequim na madrugada de 08 de março e desapareceu dos radares civis da Malásia cerca de 40 minutos depois da descolagem.

A resposta à crise por parte da Malásia tem sido amplamente criticada, particularmente pelos familiares dos 153 passageiros chineses que seguiam no voo MH370.