O primeiro-ministro australiano revelou hoje que dois objetos «possivelmente ligados» ao voo MH370, desaparecido há 12 dias, foram detetados por satélites.

A autoridade australiana de segurança marítima recebeu informações «novas e credíveis», «baseadas em dados de satélite, de objetos que podem estar ligados às buscas», declarou Tony Abott perante o parlamento.

«Depois da análise destas imagens de satélite, dois objetos possivelmente relacionados com as buscas foram identificados», afirmou.

O maior dos dois objetos detetados tem 24 metros.

«Os objetos são relativamente indistintos. Recebi a indicação de que os objetos têm uma dimensão razoável e que provavelmente estão a flutuar na água», disse John Young, da Autoridade de Segurança Marítima australiana.

«O maior foi estimado em 24 metros. Há também outro de menor dimensão», descreveu.

A Malásia já anunciou que vai verificar esta pista anunciada pelas autoridades australianas.

«Cada pista representa uma esperança», observou o ministro dos Transportes da Malásia, Hishammuddin Hussein.

«Temos sido bastante coerentes. Nós queremos verificar, queremos corroborar», declarou.

O voo MH370 da Malaysia Airlines partiu de Kuala Lumpur na madrugada de 8 de março (00:41 locais ou 16:41 de 7 de março em Lisboa) e tinha previsto chegar a Pequim seis horas depois, mas desapareceu dos radares 40 minutos após a descolagem.

A bordo seguiam 239 pessoas, incluindo 12 tripulantes.

Navio norueguês é o primeiro a chegar à zona dos destroços

Um navio norueguês foi o primeiro a chegar à zona onde estarão os destroços localizados pelo satélite australiano.

A Marinha britânica também já enviou o seu navio HMS Echo para assistir nas buscas.

A Força Aérea da Austrália está no terreno a realizar buscas no Oceano Índico. Foram enviados um P-3 Orion e um Hércules C-130 para uma missão de oito horas, que acabou reduzida a duas horas devido à falta de visibilidade provocada por nuvens baixas.