O aeroporto de Donetsk, na Ucrânia, foi alvo de confrontos que deixaram pelo menos 30 pró-Rússia defensores mortos, um número confirmado por um representantante da autoproclamada República do Povo de Donetsk, que adiantou à Associated Prees que os feridos foram levados para o hospital.

Os separatistas, defensores da integração da região de Donetsk na Rússia, como aconteceu com a Crimeia, tomaram o aeroporto da cidade de assalto na segunda-feira, levando à suspensão de todos os voos.

A entrada do exército ucraniano nas instalações, provocou os confrontos. A investida deu-se com armamento pesado às primeiras horas da manhã. O aeroporto está agora nas mãos das forças ucranianas, segundo a última atualização do repórter da BBC no local, que afirmou continuar a ouvir tiros esporádicos.

Esta pode ter sido já a primeira consequência da eleição de Petro Poroshenko para presidente no domingo, já que o recém-eleito afirmou logo na segunda-feira que as operações «antiterroristas demorariam horas e não meses».

«Assassinos, bandidos, terroristas. Nenhum país civilizado do mundo negoceia com terroristas», afirmou o novo presidente.

Petro Poroshenko, de 48 anos, um empresário que também é conhecido como o «Rei do Chocolate» venceu as eleições presidenciais de domingo com 54 por cento dos votos e promete tirar a Ucrânia da crise política em que mergulhou há meses.

Mas, Poroshenko quer ficar de bem com todas as partes. O empresário deseja encontrar-se com Vladimir Putin na primeira metade de junho, logo depois da já agendada visita à polónia onde se encontra com Barack Obama e os líderes europeus.

Mas, já esta terça-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros disse à agência de notícias russa, Interfax, que a Reuters cita, que não está prevista nenhuma visita do presidente ucraniano ao Kremlin.