O rei da Bélgica, Alberto II, despediu-se este sábado dos súbditos com um apelo à «coesão» do país, dividido entre quem fala a língua neerlandesa e quem fala francês. Naquele que foi o último discurso à nação, o monarca, de 79 anos, definiu como «vital» a «questão da coesão dos nossos Estados federais».

No domingo, o filho mais velho, o príncipe Philippe, de 53 anos, casado com a princesa Mathilde, sobe ao trono belga, após Alberto II ter anunciado a abdicação no dia 3 de julho. Este sábado, Alberto II também pediu aos belgas que colaborem ativamente e deem apoio ao futuro rei.

Alberto II é o primeiro rei na história da Bélgica a deixar o trono por vontade própria. O monarca deixa 20 anos de reinado marcados pela resolução de duas crises políticas, tendo sido fundamental na reconciliação do Norte com o Sul.