A Europa registou, nos últimos trinta anos, os verões mais quentes desde há mais de dois mil anos, de acordo com um estudo publicado esta sexta-feira na revista científica britânica Environmental Research Letters.

De acordo com a agência EFE, o estudo baseia-se em dados recolhidos em registos históricos e em contagens dos anéis de crescimento das árvores, que ajudaram a determinar que temperaturas a Europa registava, no Verão, há cerca de dois mil anos.

"Sempre soubemos que as temperaturas oscilaram durante muitos séculos, mas queríamos provar que o clima quente registado nos últimos anos era fora do comum, tendo em conta uma escala de tempo para alargada", afirmou o professor Neil Roberts, da Universidade de Plymouth, no Reino Unido.

Sabe-se que na época romana o Verão era quente, por comparação com o tempo mais fresco entre os séculos IV e VII, seguindo-se nova subida da temperatura na época medieval e uma "pequena idade do gelo", como descreve o estudo, entre os século XIV e XIX.

De acordo com o estudo, entre 1986 e 2015 a Europa registou um aumento de 1,3 graus centígrados na temperatura em época de verão e isso deve-se, segundo os investigadores, à atividade dos seres humanos.

Os resultados mostram uma variação das temperaturas maior do que se pensava, sugerindo que os modelos modernos de medição climática subestimaram esta variabilidade natural do clima, afirma o investigador Danny McCarroll, da Universidade de Swansea, no Reino Unido.