O Presidente venezuelano ordenou, na quinta-feira, a abertura de um processo judicial contra um opositor e ex-candidato presidencial por "acusar o Governo e exército" do homicídio de uma jovem no estado de Táchira.

Na quarta-feira, Paola Andreína Ramírez Gómez foi morta a tiro no estado de Táchira, no sudoeste do país, nas proximidades do local onde decorria uma manifestação contra o Governo de Nicolas Maduro.

O líder da oposição e ex-candidato à presidência Henrique Capriles responsabilizou as autoridades pela morte da mulher, de 23 anos, e os chamados "coletivos" (civis armados apoiantes do regime).

Entretanto, o secretário-geral da ONU, o português António Guterres, manifestou na quinta-feira preocupação pela situação na Venezuela e apelou ao Governo do Presidente Nicolás Maduro e à oposição que iniciem um diálogo construtivo e reduzam a polarização.

"A ONU instou hoje o Governo e a oposição da Venezuela a esforçarem-se para reduzirem as tensões prevalecentes e evitarem mais confrontos", explica um comunicado publicado em castelhano na página de Internet daquele organismo.

No documento o porta-voz de António Guterres, Stephan Dujarric, explica que a ONU está preocupada com os últimos acontecimentos naquele país da América do Sul.