O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, manifestou esta segunda-feira “total apoio” à sua homóloga brasileira, Dilma Roussef, que enfrenta um processo de destituição, considerando que a “direita na América desconhece a própria soberania da região”.

A direita do continente americano desconhece a Soberania Popular? Eles querem que desapareçamos? Alerta, alerta, eles vêm aí”.

 

Afirmação do chefe de Estado da Venezuela numa publicação divulgada através da rede social Twitter, juntamente com várias imagens de apoio a Dilma Rousseff.

Durante as últimas semanas, Maduro tem manifestado o apoio à Presidente do Brasil sublinhando que Rousseff está a ser vítima de um “golpe de Estado mediático-judicial” e de uma “ofensiva imperialista” que quer neutralizar a “esquerda latino-americana”.

"Sim" à aprovação do processo de destituição de Dilma

Num Brasil dividido, o sim ao impeachment venceu este domingo à noite, ou seja, a o processo de destituição da Presidente Dilma Rousseff passou na Câmara dos Deputados. A votação durou largas horas, num ambiente muito tenso entre os deputados, com apupos e insultos bastante audíveis sobretudo durante as intervenções de quem votou não.

Era preciso que pelo menos dois terços dos deputados, isto é, 342 em 513, votassem a favor do afastamento de Dilma Rousseff para o processo passar para o Senado. Caso contrário, o processo seria arquivado. A maioria foi conseguida. Se o Senado considerar a Presidente culpada, destitui-la-á. Já sem mudar o resultado da eliminatória, o resultado final saldou-se em 367 votos a favor, 137 contra, sete abstenções. Dois deputados não votaram. 

 A aprovação do pedido de 'impeachment' da Presidente Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados, foi assinalada com foguetes em Brasília e festejos em vários pontos do país.

Dilma Rousseff não será, pelo menos para já, afastada da Presidência da República. Ainda será preciso esperar que o Senado receba o processo aprovado pela Câmara dos Deputados. O mais provável é que esse processo seja entregue até à próxima terça-feira, dia 19 de abril.

No Brasil, só o Senado tem poder para julgar um Presidente da República e irá decidir, ou não, a instauração do processo. 

Se Senado aceitar o pedido de impeachment, aí sim, Dilma Rousseff será automaticamente afastada da presidência por um período de até 180 dias, durante o qual o Senado terá de votar sobre a destituição.