O vice-presidente do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) e "número dois" do regime, Diosdado Cabello, disse este domingo que houve um ataque "terrorista" numa base militar de Paramacay, na cidade de Valencia.

O braço-direito do presidente Nicólas Maduro relata, na rede social Twitter, que "as tropas agiram rapidamente para controlar a situação na base de Paramacay", situada no estado Carabobo, no centro-norte da Venezuela.

Pelo menos 20 militares tomaram o controlo de parte da Base de Paramacay. A liderá-los estava um capitão da Guarda Nacional da Venezuela chamado Juan Caguaripano.

Testemunhas, citadas pela agência Reuters, dizem ter ouvido tiros no local e vídeos amadores mostram a deslocação de carros de combate.

O grupo revoltoso publicou um vídeo em que diz estar a lançar uma revolta contra o presidente Nicólas Maduro. O líder do grupo exige a convocação de eleições antecipadas e a formação de um governo de transição. Para estes militares, a rebelião é legítima e visa restaurar a ordem constitucional.

O vice-presidente do PSUV referiu-se ao incidente como um "ataque terrorista". Horas depois, o mesmo Diosdado Cabello anunciou que a "situação irregular" estava resolvida e que vários "terroristas" tinham sido detidos.