No dia 9 de novembro, o mundo conheceu a nova Miss Universo. E, pela sétima vez, uma venezuelana conquistou o título. Mas o que é um sonho para Gabriela Isler, de 25 anos, pode vir a tornar-se um «pesadelo». É que já circulam, nas redes sociais, imagens da Miss Universo onde são visíveis várias transformações estéticas.

Na página oficial de Gabriela Isler no Facebook, entre muitas mensagens de felicitações, alguns cibernautas indignados têm colocado posts a comparar fotografias da miss antes e depois das cirurgias plásticas. Também a página oficial do concurso Miss Universo recebeu críticas à beleza «artificial» da jovem que foi eleita a mais bela. Em alguns comentários, Gabriela Isler é comparada a Steve Tyler, vocalista dos Aerosmith e um dos jurados do concurso.

Nas fotografias que circulam nas redes sociais, é possível perceber que a beleza da nova Miss Universo é um conjunto de natureza e de bisturi. O nariz da apresentadora do canal de televisão Venevision está mais afilado, as maçãs do rosto mais salientes e o queixo ligeiramente mais redondo. Gabriela Isler é a sétima venezuelana a arrecadar o título de Miss Universo. Um feito que enche de orgulho todo o país e de que as felicitações do Presidente à nova rainha de beleza fazem eco. Nicolás Maduro deu os parabéns a Gabriela Isler através de uma mensagem no Twitter, dizendo que o título é um «triunfo» para a Venezuela, país que venceu três dos últimos seis concursos de Miss Universo.





Conforme sublinha o «The Wall Street Journal», a Venezuela já venceu mais concursos internacionais de beleza do que qualquer outro país. Os concursos de beleza são, a par do baseball, o «desporto» favorito da nação, uma forma de entretenimento que transcende as classes sociais e as divisões políticas habitualmente intransponíveis. A Venezuela tem mesmo conseguido fazer florescer toda uma indústria especializada de escolas de formação, cirurgiões plásticos e salões de beleza que preparam as jovens para os milhares de concursos de beleza que acontecem todos os anos, em todo o país, seja em escolas, em quartéis e até mesmo em prisões.