Mais um caso ligado à pedofilia a envolver o Vaticano e, mais uma vez, uma pronta decisão do Papa Francisco. O Sumo Pontífice despediu esta quarta-feira um bispo paraguaio acusado de proteger um padre alegadamente pedófilo.

Foi «uma decisão dolorosa tomada por sérias razões pastorais», lê-se no comunicado divulgado esta quarta-feira pelo Vaticano, e que é citado pela Lusa.

A demissão do bispo da Cidade do Este Rogelio Livieres Plano acontece na sequência de uma visita de uma delegação da Santa Igreja ao Paraguai, para investigar um caso que levou a uma troca de acusações pública entre os líderes do clero nesse país, adianta o mesmo comunicado.

O bispo Livieres tinha sido publicamente atacado pelos seus colegas no Paraguai por promover e defender um padre argentino que tinha sido acusado de abuso sexual.

É a segunda notícia em apenas dois dias sobre casos de pedofilia no Vaticano: outro membro, o antigo arcebispo polaco Wesolowski, acusado de pedofilia, foi posto em prisão domiciliária pelo Vaticano, sendo o primeiro caso do género, adiantou um porta-voz da Santa Sé, sublinhando que foi o próprio papa Francisco a exigir uma ação rápida.