O Conselho Ordinário do Sínodo dos Bispos, que se reuniu no Vaticano esta semana, disse hoje ter «um elevado número de respostas» ao questionário sobre a família, que o papa tinha enviado às conferências episcopais de todo o mundo.

De acordo com um comunicado, a exortação apostólica de Francisco sobre os desafios que se colocam à Igreja, perante as mudanças ocorridas no modelo de família, só será conhecida depois dos dois sínodos previstos, o extraordinário em outubro e o ordinário em 2015.

A nota resumiu ainda os trabalhos do Conselho ordinário do sínodo dos bispos, durante o qual foram debatidas as respostas ao questionário sobre os temas relacionados com a família, como a coabitação antes do casamento, as uniões de facto, ou a concessão de sacramentos aos divorciados que se voltaram a casar.

As observações retiradas do estudo das respostas a este questionário vão servir para elaborar o chamado «instrumentum laboris», ou o relatório sobre o qual se apoiará o trabalho dos próximos sínodos.

Em destaque, nesta reunião do conselho, que decorreu na segunda e na terça-feira, ficou também a urgência de procurar novas modalidades que permitam à Igreja responder aos desafios e dificuldades da vida familiar atual.

O consistório de cardeais, que decorreu na semana passada, também debateu a questão da família, tendo surgido algumas propostas - embora não uma posição comum - sobre a possibilidade «de perdoar» os divorciados, para que possam voltar a receber sacramentos.

A Igreja Católica celebra sete sacramentos, instituídos por Cristo: batismo, confirmação, eucaristia, penitência, unção dos enfermos, ordem e matrimónio.

De acordo com o Vaticano, «os sete sacramentos tocam todas as etapas e momentos importantes da vida do cristão: outorgam nascimento e crescimento, cura e missão à vida de fé dos cristãos. Há aqui uma certa semelhança entre as etapas da vida natural e as da vida espiritual».